logo edu.kartado

Blog

Sistemas regulatórios ANTT e ARTESP: como atender às exigências sem dor de cabeça 

A pressão operacional toma conta do setor de conservação das concessionárias sempre que se aproximam os prazos das entregas contratuais definidas pelas agências reguladoras.  

É o final do mês se aproximando, pilhas de fichas de campo para organizar, planilhas para consolidar e uma das questões que podem ser constante é: “Será que todos os relatórios estão corretos e vamos conseguir entregar no prazo?” 

Para gestores que lidam diariamente com exigências contratuais rígidas, entender e dominar sistemas que automatizem as rotinas de inspeção, planejamento e execução, não é apenas uma questão de conformidade, mas sim a diferença entre operações tranquilas e operações com pressão constante e com risco de notificações ou penalidades. 

ANTT e ARTESP: panorama dos sistemas regulatórios 

A gestão de ativos rodoviários é uma exigência contratual tanto em concessões federais quanto estaduais, mas os sistemas regulatórios que regem essas obrigações são distintos e têm escopos diferentes.  

O SIGACO é um sistema obrigatório para concessões rodoviárias federais, reguladas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Ele está inserido no PER (Programa de Exploração da Rodovia), e tem como foco exclusivo a gestão dos ativos físicos da concessão, como pavimentos, sinalização, obras de arte, edificações, entre outros. 

Já os sistemas exigidos pela ARTESP (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) são aplicáveis às concessões estaduais e envolvem uma gama mais ampla de funcionalidades.  

Além da gestão de ativos, incluem controle de qualidade de obras, gerenciamento de demandas da sociedade, inspeções, acidentes, sondagens geotécnicas e muito mais. 

É importante destacar que embora ambos os modelos exijam digitalização e rastreabilidade, o SIGACO é mais concentrado na vida útil e desempenho dos ativos, enquanto os sistemas da ARTESP são mais diversos e distribuídos em módulos específicos, como SIGECON, SISATIVOS, SISOAE, SISQUALI, entre outros. 

SIGACO – Sistema de Gestão de Ativos da Concessão (ANTT)  

Sistema integrado com 10 subsistemas obrigatórios 

O SIGACO deve contemplar a gestão de diferentes disciplinas técnicas, organizadas em subsistemas: 

  • Pavimento 
  • Sinalização 
  • OAEs (Obras de Arte Especiais) 
  • OACs (Obras de Arte Corrente) 
  • Terraplenos e estruturas de contenção 
  • Faixa de domínio 
  • Edificações e instalações operacionais 
  • Sistemas elétricos e iluminação 
  • Operação e segurança de túneis 
  • Equipamentos de ITS (Sistemas de Transporte Inteligente) 

Cada subsistema deve ser monitorado, inventariado e ter seus dados integrados ao SIGACO.  A implantação do SIGACO é dividida em três fases, com prazos que variam conforme o contrato da concessão:  

Fase 1 – Plano de Gestão de Ativos  

Prazo: a depender do contrato, entre 9 e 12 meses após o início da concessão. 

Entregável: Plano aprovado pela ANTT. 

Fase 2 – Inventário Inicial  

Prazo: a depender do contrato, entre 12 e 24 meses.  

Entregável: Cadastro completo dos ativos com imagens/vídeos georreferenciados, fichas técnicas, vida útil e histórico de inspeções.  

Fase 3 – Implantação dos Subsistemas  

Prazo: a depender do contrato, entre 24 e 36 meses.  

Entregável: Sistema SIGACO totalmente implementado e operacional, com todos os subsistemas ativos. 

Inventário detalhado e rastreável 

 O inventário dos ativos deve conter:  

  • Imagens e vídeos georreferenciados 
  • Fichas técnicas com dados estruturados  
  • Informações sobre vida útil  
  • Histórico completo de intervenções e inspeções 

Modelos de desempenho por tipo de ativo  

Cada ativo deve ter um modelo de desempenho que permita prever sua degradação e necessidade de manutenção. O ciclo básico é: 

  • Cadastro do inventário  
  • Inspeções periódicas  
  • Terapias (manutenções corretivas ou preventivas) 

Esses dados estruturados são usados para análises preditivas e planejamento de investimentos. 

Certificação ISO 55001  

A concessão deve buscar a certificação ISO 55001, que comprova a implementação de um sistema eficaz de gestão de ativos. Essa certificação pode facilitar financiamentos, seguros e melhorar a reputação da empresa. 

Banco de dados auditável  

É obrigatório manter um banco de dados com:  

  • Histórico de inspeções e intervenções  
  • Modelos de desempenho 
  • Evidências georreferenciadas  
  • Relatórios periódicos conforme cronograma da ANTT 

Transferência de dados ao final da concessão  

Ao término do contrato, a concessionária deve entregar à ANTT:  

  • Todo o banco de dados dos ativos  
  • Relatórios de inspeções  
  • Modelos de desempenho desenvolvidos  

Inconsistências no SIGACO podem resultar em notificações da ANTT . Ao final do contrato, toda a base de dados dos ativos, inspeções e modelos de desempenho deve ser transferida à ANTT.  

Sistemas digitais da ARTESP – Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo 

A ARTESP estabelece uma série de exigências tecnológicas para concessões estaduais, com foco em transparência, fiscalização eficiente e inovação digital. Desde 2017, os contratos passaram a incluir a obrigatoriedade de implantação de sistemas digitais integrados. 

Apesar de não ser detalhado no edital, a ARTESP possui alguns objetivos com relação à implantação de tecnologias e inovações nos contratos de concessão. Busca-se com isso aumentar a eficiência na fiscalização, regulação e transparência das concessões para com a agência e com a população. 

Requisitos gerais da ARTESP 

Com múltiplos sistemas digitais com funções específicas, a ARTESP exige a implantação de diversos sistemas independentes, cada um com um propósito específico. Os principais são: 

SISGIS – Sistema georreferenciado principal  

SIR – Inventário rodoviário com imagens e dados  

SISATIVOS – Gestão de ativos com histórico de manutenções  

SISOAE – Controle de obras de arte especiais  

SIGECON – Registro e gestão de não conformidades  

SISOBRAS – Acompanhamento de obras  

SISQUALI – Controle de qualidade de materiais e serviços 

SISOND – Sondagens geotécnicas  

SISDEMANDA, SISPROJ entre outros – Sistemas complementares para demandas da sociedade, projetos, acidentes, entre outros. 

Requisitos gerais obrigatórios  

Independentemente do sistema, a ARTESP exige que todos cumpram requisitos técnicos e operacionais, como:  

  • Auditorias independentes anuais com entrega de relatórios  
  • Exportação de dados em formatos definidos pela ARTESP  
  • Integração com sistemas da agência e compatibilidade com o sistema de coordenadas SIRGAS2000  
  • Portal web e/ou app mobile com acesso para a ARTESP e PMRv  
  • Backup completo dos dados ao final do contrato, incluindo banco de imagens, acervos digitais e tecnologia utilizada  
  • Proteção de dados pessoais conforme a LGPD 

Inventário e rastreabilidade dos ativos  

A ARTESP exige que os ativos rodoviários sejam:  

  • Inventariados com imagens georreferenciadas  
  • Atualizados periodicamente (mínimo a cada 6 meses)  
  • Registrados com histórico completo de manutenções, inspeções e intervenções disponíveis para consulta e exportação em planilhas e arquivos geográficos (KMZ, KML) 

Monitoramento e controle de qualidade  

Os sistemas devem permitir:  

  • Registro de não conformidades com fotos, localização e status de atendimento  
  • Controle de obras com fotos antes/durante/depois e comentários técnicos  
  • Cadastro de ensaios laboratoriais com resultados vinculados aos serviços executados  
  • Relatórios gerenciais com filtros por tipo, data, local, classe e responsável 

Integração e interoperabilidade  

Todos os sistemas devem ser:  

  • Integrados entre si e com o SISGIS  
  • Sincronizados em tempo real, sempre que possível  
  • Compatíveis com modelos BIM gerados a partir dos projetos executivos  
  • Desenvolvidos com arquitetura modular e documentação completa (incluindo código-fonte, workflows e licenças) 

Um relatório inadequado pode gerar notificações da ARTESP que, se não corrigidas adequadamente, podem evoluir para penalizações contratuais. 

Os Principais desafios na implementação de sistemas digitais  

1. Consolidação Manual de Dados 

Mesmo com a exigência de sistemas digitais, muitas equipes ainda trabalham com planilhas, fichas físicas e registros dispersos. Isso torna a consolidação dos dados uma tarefa manual, demorada e sujeita a erros, especialmente quando os prazos de entrega estão apertados. 

2. Controle de Prazos  

Cada sistema tem seu próprio cronograma. No SIGACO, por exemplo, o Plano de Gestão de Ativos precisa ser entregue em até 9 meses, o inventário completo até 24 meses, e o sistema operacional até 36 meses. 

 Já na ARTESP, os relatórios mensais, apontamentos de não conformidades e atualizações de inventário têm prazos específicos que variam conforme o tipo de ocorrência. Manter tudo isso sob controle exige organização e ferramentas que ajudem a visualizar o status das entregas em tempo real. 

3.  Complexidade dos Múltiplos Sistemas Digitais 

O SIGACO não é um sistema único, ele é composto por 10 subsistemas que precisam funcionar de forma integrada: pavimento, sinalização, obras de arte, ITS, entre outros. Cada um tem suas regras, parâmetros e rotinas de inspeção.  

Na ARTESP, o cenário é ainda mais fragmentado: são diversos sistemas independentes (SISGIS, SIR, SISATIVOS, SIGECON, SISQUALI, SISOBRAS, SISOND…) que precisam conversar entre si e com o sistema da agência. Isso exige uma coordenação entre disciplinas técnicas, engenharia, planejamento e operação. 

4. Rastreabilidade de Evidências 

As agências reguladoras exigem que cada ativo tenha um histórico completo: imagens georreferenciadas, fichas técnicas, vida útil, inspeções, manutenções e modelos de desempenho.  

Sem isso, o inventário pode ser rejeitado ou gerar questionamentos. Mais do que cumprir o edital, é preciso garantir que os dados estejam organizados de forma que possam ser usados para análise preditiva e planejamento estratégico. 

E ainda tem os desafios estruturais… Além dos pontos técnicos, há fatores que impactam diretamente a implantação dos sistemas:  

  • Prazos apertados e cronogramas exigentes  
  • Múltiplas disciplinas envolvidas  
  • Engajamento dos colaboradores para evitar retrabalho  
  • Estruturação correta das bases de dados para uso futuro  
  • Escolha de fornecedores que conheçam a rotina das concessões  
  • Integração com sistemas já utilizados pela empresa

Como o Kartado resolve os desafios da implementação dos Sistemas Digitais 

Com expertise de mercado e conhecimento das rotinas e desafios do setor, a Kartado atua diretamente na digitalização dos processos regulatórios das concessões, com soluções pensadas para atender às exigências da ANTT (SIGACO) e da ARTESP, para descomplicar rotina das equipes técnicas.  

A seguir, veja como a plataforma organiza os dados, simplifica a gestão de ativos e garante rastreabilidade total tudo isso com foco em conformidade, eficiência e agilidade. 

1. Dados que nascem digitais, de forma estruturada e organizada 

Na Kartado, os dados são estruturados desde o momento da coleta consolidando informações de forma automática. O que a plataforma oferece:  

  • Formulários digitais customizáveis com campos específicos para gestão regulatória (prazo, data de execução, classe da ocorrência, status, responsável, etc.)  
  • Criação de apontamentos via app ou web, com upload de fotos e arquivos  
  • Coleta de evidências georreferenciadas diretamente no campo  
  • Fotos vinculadas automaticamente aos serviços executados  
  • Relatórios gerenciais gerados em poucos cliques, com opções de personalização  
  • Exportação facilitada para planilhas Excel, prontas para prestação de contas 

2. Gestão de ativos simplificada e integrada 

 A estrutura de subsistemas exigidos pelo SIGACO é atendida de forma integrada, respeitando o cronograma contratual da concessão. Funcionalidades principais:  

  • Cadastro de ativos com imagens e vídeos georreferenciados  
  • Parâmetros técnicos pré-definidos por tipo de ativo  
  • Criação de modelos de desempenho com base na metodologia Kartado 
  • Histórico completo de inspeções e intervenções  
  • Base sólida para certificação ISO 55001  

A plataforma permite acompanhar a vida útil dos ativos e planejar intervenções com base em dados reais, organizados e auditáveis. 

3. Controle e Acompanhamento de Status 

A Kartado oferece um dashboard completo para gestão organizacional, facilitando o acompanhamento das demandas regulatórias. Destaques do painel:  

  • Visualização consolidada de todas as NCs e TROs  
  • Filtros por disciplina, subsistema e status  
  • Aba de histórico com registro de sincronizações  
  • Status visual dos apontamentos importados  
  • Aprovação em massa e programação de serviços  
  • Integração entre sistema web e aplicativo móvel  

A gestão por “naturezas” permite segmentar os dados conforme a estrutura da concessão. 

4. Histórico de informações 

Cada apontamento registrado na plataforma possui histórico detalhado e metadados preservados, garantindo rastreabilidade. Informações registradas automaticamente: 

  • Data, hora e coordenadas  
  • Responsável pela execução  
  • Materiais e recursos utilizados  
  • Fotos antes, durante e depois da intervenção  
  • Detalhamento das ocorrências (NCs ou TROs)  
  • Histórico de alterações com identificação de origem (ex: “Apontamento criado via integração ARTESP”)  

Isso garante conformidade com os requisitos da ANTT e ARTESP e facilita auditorias e fiscalizações. 

5. Desenvolvimento de Modelos de Desempenho 

A Kartado permite que a concessão construa modelos de desempenho por tipo de ativo, com base em dados estruturados e integrados ao Power BI. Como funciona:  

  • Cadastro detalhado de inventários por subsistema  
  • Inspeções periódicas com avaliação de parâmetros de desempenho  
  • Registro de manutenções (recuperações) que retomam o desempenho do ativo  
  • Relacionamento direto entre cada atividade e o respectivo ativo  
  • Dados prontos para análises preditivas e cumprimento das exigências da ANTT, ARTESP e outras agências  

Com isso, a concessão deixa de apenas “cumprir o edital” e passa a usar os dados para planejar, prever e melhorar a operação. 

Benefícios da Digitalização com a Kartado 

Eficiência Operacional  

  • Redução de até 70% no tempo gasto com relatórios mensais  
  • Acesso em tempo real aos dados das frentes de serviço, obras e disciplinas técnicas  
  • Maior controle de prazos, evitando notificações e penalizações 

Inteligência de Dados  

  • Capacidade de analisar melhor os dados da concessão  
  • Implementação de melhorias logísticas e operacionais com base em evidências 
  • Identificação de padrões de desempenho e oportunidades de otimização  
  • Planejamento preditivo com base em modelos de desempenho 

Relacionamento com Agências Reguladoras  

  • Maior transparência nas entregas contratuais  
  • Melhoria no relacionamento com ANTT e ARTESP  
  • Redução significativa de notificações  
  • Maior garantia no cumprimento das obrigações contratuais 

Resultados para o Negócio  

  • Conformidade regulatória sem retrabalho  
  • Equipes mais produtivas, com menos tempo gasto em tarefas operacionais  
  • Processo auditável e confiável, pronto para fiscalizações  
  • Melhora da rentabilidade da concessão  
  • Preparação adequada para certificação ISO 55001 

Próximos Passos para Sua Concessionária 

Inicialmente, é válido se questionar o seguinte: quanto tempo sua equipe gasta mensalmente em relatórios que podem ser substituídos por um sistema? 

  1. Quantas notificações evitáveis sua empresa teve nos últimos 2 anos por ativos que descumpriram os parâmetros contratuais? 
  1. Qual o nível de confiança que você tem nas informações reportadas pela sua equipe? 
  1. Como está a relação com ARTESP/ANTT em termos de prestação de contas? 
  1. Sua concessionária já tem clareza de como atender os sistemas digitais obrigatórios da concessão? 
  1. Quanto tempo sua equipe gasta mensalmente em relatórios que podem ser substituídos por um sistema?  

Com as respostas para essas perguntas, busque por especialistas: 

Se você já reconhece que a sua concessão enfrenta os desafios mencionados e entende o impacto deles na sua operação, já tem 50% do problema resolvido.  

A partir de agora, você pode buscar especialistas que vão te ajudar a usar a tecnologia para otimizar seus processos.

Kartado, oferece uma análise estratégica dos seus processos de digitalização e gestão de ativos, basta agendar uma conversa com um dos nossos especialistas. Eles irão mostrar na prática como as funcionalidades podem resolver os desafios mais relevantes para a sua realidade. 

Conclusão: Conformidade Regulatória sem Stress 

Sistemas regulatórios não precisam ser fontes de ansiedade. Com a estrutura tecnológica adequada, eles se tornam um benefício para a sua operação, pois automatizam e dão confiabilidade à processos rotineiros. 

Para gestores que enfrentam pressão com prazos regulatórios, a digitalização oferece tranquilidade operacional. Para diretores preocupados com custos operacionais, oferece economia mensurável e previsibilidade. 

Concessionárias que usam os sistemas exigidos pelas agências para melhorias de processos internos e não apenas para cumprir o edital, têm vantagens operacionais mensuráveis: menos notificações, equipes mais produtivas e melhor relacionamento com reguladores. 

A diferença entre empresas que sofrem com questões contratuais e aquelas que as usam como vantagem está na organização digital dos processos. Se sua empresa ainda não aproveita esses sistemas para melhorar a eficiência operacional, vale a pena conhecer os cases de quem trabalha com a Kartado. 

Quer conhecer na prática como o sistema pode ajudar a sua concessão? Fale com os nossos especialistas 

Receba mensalmente as principais notícias sobre infraestrutura na sua caixa de entrada.

*Ao preencher o formulário, concordo em receber comunicações e ao informar meus dados, eu concordo com a Política de privacidade da Kartado.

Posts relacionados

5 min

5 problemas gerados por falta de histórico de serviços 

12 min

Conformidade regulatória ANEEL: como a digitalização pode reduzir multas, riscos e retrabalho no Setor Elétrico